segunda-feira, 17 de março de 2014
os anos oitenta
as coisas dos anos oitenta foram esquecidas por aí. ou enterradas propositalmente? perguntei à ela que era aquele saquinho. ela me olhou ressabiada, não sabia que havia um saquinho ali. depois de uma crise de riso com aqueles dentes de cavalo disse que era cocaína dos anos oitenta. viva, branca, brilhante? ela me falou das travestis, dos filme gays. agora, não sei, esse mememé. tirou a cocaína da minha mão e guardou no mesmo lugar. mas eu tinha levado um pouco debaixo das unhas. se eu encostasse sem querer os dedos na nossas mucosas nos transportariam para uma noite dessas? depois de três meses, peguei o saco sem que ela visse. estava precisada, sem dinheiro nenhum e a cocaína viva há trinta anos. devia ser boa, melhor do que as que eu comprava em qualquer canto.
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